O silêncio nos obriga a refletir. A ponderar...

O silêncio incomoda. Ele aos poucos e sorrateiramente entra em nossos pensamentos e toma conta de nossas vidas. Claro, que o silêncio não é bem vindo. Gostamos do som alto das conversas exageradas, estridentes e egoístas. Conversas essas que não são cordiais e não vez ao próximo.
Somos providos de uma natureza hiperativa, queremos impor os nossos pensamentos e a nossa maneira de ser a qualquer preço. Por isso, não podemos dar espaço para que o “silêncio” imponha a ordem natural das coisas.
Sim, glorificamos a balbúrdia. O silêncio nos obriga a refletir. A ponderar. O silêncio nos leva para o campo da reflexão e da oração. É penoso termos que admitir que somos filhos da intolerância. Queremos ganhar tudo no grito. Queremos nos destacar a qualquer preço. Lá vem ele o silêncio, tentando amistosamente dizer que não é assim. Lá vem ele com aquele sorriso que hipnotiza e amolece o nosso coração. Pede apenas em sua condição de filho superior que nos conectemos com a nossa própria natureza.
Natureza essa que ano após ano passou por um processo de renegação. Resultando em nosso “eu” um comportamento artificial e egoísta.
Não tem jeito. O silêncio chega nos abraça e nos conforta.
O silêncio é o pai que depois de longos anos de ausência vem rever o filho amado. Não pede licença para entrar. Apenas entra, sorri e conforta. O filho por sua vez, não resiste, chora e deixa o silêncio amoroso de seu velho pai abraça-lo e confortá-lo.

 Foto: Gordon Hempton

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