Bill Gattes e a Chamaa Semeadura de Nuvens.
Foto - ©Taivasalla.
Bill Gates e do experimento para frear o aquecimento global com as nuvens: solução ou ameaça?
Há algumas semanas, o criador bilionário da Microsoft, Bill Gates, defendeu a polêmica ideia de apoiar o desenvolvimento de energia nuclear em uma Conferência. Agora, o empresário volta a dar seu apoio a uma ideia controversa: a criação de nuvens artificiais para frear o aquecimento global.
Informa um artigo no jornal britânico, The Times que o milionário está investindo em pesquisas de máquinas que podem absorver 10 toneladas de água salgada por segundo e pode ser pulverizado no ar. Conduzido a uma altura de 1000 metros, o vapor poderia deixar "mais brancas" as nuvens, e como isto, poderia refletir os raios do sol fora da terra, ajudando a esfriar o mundo. A ideia é fazer o experimento em uma área de 10 mil quilômetros quadrados.
A Empresa que está investindo no desenvolvimento das maquinas é Silver Lining, com sede na cidade de São Francisco, Califórnia, USA, que recebeu 300 mil dólares de Gates.
Segundo um dos cientistas envolvidos, a única alteração que poderia criar esta tecnologia é o aumento da chuva, mas isso pode ser interrompida no momento em que as máquinas são desligadas. Para realizar os testes necessários precisam de dez navios e 10 mil quilômetros quadrados de oceano, e o mesmo não deve ser aprovado porque não seria a inserção de produtos químicos na atmosfera.
Embora pareça uma alternativa interessante, o The Guardian sinalizou oposição que determinados grupos apresentaram a este possível teste. O grande problema das técnicas de geoengenharia (como é conhecido o conjunto de tecnologias que vêm sendo propostas para resfriar a todos os custos o nosso planeta e como isso reduzir o aquecimento global, caso a humanidade não consiga fazê-lo pela via recomendada, que é cortar emissões de combustíveis fósseis), é que é impossível saber se elas funcionam sem testá-las em campo. E é impossível testá-las em campo sem estar, efetivamente, fazendo geoengenharia. E há uma série de efeitos potenciais desagradáveis e ainda ignorados dessas tecnologias.
Segundo o jornal, The Royal Society publicou um relatório no ano passado, que alertou para o perigo de alterar o clima, entre outras razões, porque um aumento de precipitação pode provocar alterações nas correntes oceânicas. Embora o mesmo estudo observou que a vantagem deste tipo de geoengenharia foi melhor do que outras, porque poderia frear-se e não poderia oferecer consequências a longo prazo.
Defensores do uso da geoengenharia (um grupo que inclui pessoas igualmente sérias, como o químico alemão Paul Crutzen, que ajudou a nos livrar dos CFCs) dirão, com razão, que é preciso saber dos riscos e benefícios de cada recurso possível para salvar a humanidade de um mal maior, o aquecimento global descontrolado de mais de 3 graus Celsius no fim do século.
Não está claro se o teste será realizado e nem quando, mas é certamente um tema polêmico e que exigem muito reflexão.



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